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Este
é o mês do 23ºCIOSP (Congresso Internacional
de Odontologia de São Paulo) , que acontece dos
dias 23 a 27 de janeiro no Anhembi. Esta primeira matéria
no site da Supermax é dedicada aos dentistas,
auxiliares, acadêmicos, protéticos e todos
àqueles que se dedicam direta ou indiretamente
à prática odontológica.
Túnel
do tempo
Vamos voltar um
pouco no tempo: uns vinte anos...
Lembramos da resistência dos profissionais no
uso de luvas. Havia pouquíssimas opções
no mercado brasileiro, de alto custo e a ordem era reaproveitar.
Com a expansão do mercado mundial a oferta aumentou
o que barateou muito o seu custo facilitando a disseminação
de seu uso. O grande impulso na utilização
de luvas em consultórios dentários aconteceu
após o surgimento da AIDS nos anos 80. O grande
temor da doença e um maior impulso no estudo
da transmissão de doenças infecciosas,
impuseram a adoção de precauções
padrão nos serviços de saúde,incluindo
também os consultórios odontológicos.
A obrigatoriedade na utilização de luvas,
de uso único, foi um dos grandes avanços
no controle de infecção.
Acidentes
pérfuro-cortantes - proteção aumentada
com o uso de luvas:
As luvas fazem parte
do EPI. ,ou seja equipamento de proteção
individual.O seu uso é regulamentado por lei,
e a sua troca deve ser feita a cada paciente (Resolução
15 – SP 1999). É importante lembrar a proteção
que as luvas proporcionam aos profissionais , mesmo
em caso de acidentes pérfuro-cortantes. Existem
estudos que indicam que em um acidente envolvendo um
objeto perfurante (por exemplo um explorador) sem lume
e sangue, o volume de sangue introduzido chega a ser
80% barrado pela presença da luva. Caso o acidente
seja com uma agulha com lume (não foi considerada
no estudo uma agulha carpule que tem um lume bastante
reduzido), o volume retido é da ordem de 50%.
Um dos fatores de risco para um acidente pérfuro-cortante
(com paciente-fonte HIV positivo por exemplo) é
a sua gravidade, onde se considera a extensão/profunidade
de ferimento e o volume de sangue envolvido. Quando
o profissional está enluvado o risco diminui
em função da redução do
volume de sangue envolvido no mesmo.
Escolha
o tamanho correto da luva ao tamanho da mão do
profissional que a veste.
Entendo que este
é um ponto muito importante que é freqüentemente
negligenciado no momento de se fazer a escolha para
a aquisição. Antes da sua próxima
aquisição de luvas converse com as pessoas
que trabalham com você e verifique se o tamanho
das luvas está adequado. Luvas muito apertadas,
tendem a se romper com maio facilidade. De outra forma
as luvas muito folgadas, podem rasgar na área
mais frouxa.
Espero que tenha
ajudado você a escolher a sua luva .
Sugira uma nova
matéria para o próximo mês aguarde!!
Liliana Junqueira
de P Donatelli
Consultora de Biossegurança em Saúde
Bióloga CRB18469/01-D
Mestranda em Saúde Coletiva –Faculdade
de Medicina de Botucatu UNESP
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