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As luvas de látex
são comprovadamente efetivas na prevenção
da transmissão de doenças infecciosas
para os trabalhadores da Saúde. As luvas de látex,
de procedimento e cirúrgicas, tem sido as mais
utilizadas pela qualidade como barreira, propriedades
tácteis e conforto que oferecem quando comparadas
com as similares, além do preço ser mais
convidativo. São consideradas luvas de látex
aquelas fabricadas com derivados da seringueira ou Hevea
brasiliensis. A indústria de luvas oferece uma
grande variedade de modelos e texturas. Apesar dos benefícios
que oferecem, a exposição contínua
pode causar reações alérgicas em
alguns trabalhadores. Nas duas últimas décadas
os casos de alergia ao látex, tem sido mais freqüentes
devido à universalização do uso
de luvas preconizado pelas Precauções
Padrão instituídas pelo CDC (Centers for
Desease Control And Prevention - Atlanta USA).
Estudos encontraram
de 8 a 12% dos trabalhadores da saúde, regularmente
expostos ao látex, são alérgicos
a ele. Número expressivo quando comparado à
população em geral que se obteve de 1
a 6 % de sensibilização.
São três
as manifestações clínicas conhecidas
e discutidas na literatura relacionadas ao uso de luvas
de látex de borracha natural relacionadas ao
trabalho: Dermatite irritante de contato, dermatite
alérgica de contato (hipersensibilidade do tipo
IV) e hipersensibilidade do tipo I. A primeira é
uma reação não alérgica
e é bastante comum. Esta relacionada à
lavagem freqüente das mãos, secagem incompleta
das mãos, pó presente nas luvas. Os sintomas
mais comuns são: pele seca e avermelhada, fissuras,
descamação e coceira.
Entre as alergias
a hipersensibilidade do tipo IV, é a mais freqüente
e os seus sinais clínicos são semelhantes
aos da dermatite de contato, podendo ser confundidas.
Já a hipersensibilidade do tipo I, é a
menos freqüente, mas a reação mais
grave, podendo ocorrer reações sistêmicas
que variam em indivíduos previamente sensibilizados
de urticária a anafilaxia. Para determinação
do tipo de alergia além dos sintomas e histórico
clínicos, testes de laboratório podem
ser solicitados pelo médico responsável
para auxiliar no diagnóstico.
O grau de exposição
ao látex necessário para provocar a sensibilização
não foi determinado. Entre as pessoas com risco
de desenvolver alergia ao látex, incluem-se os
profissionais de saúde regularmente expostos,
indivíduos com tendência genética
a múltiplas alergias (atópicas), pacientes
com espinha bífida, trabalhadores da industria
de borracha e pacientes que sofreram múltiplas
cirurgias. Há estudos que demonstraram que pessoas
que são alérgicas a determinados alimentos,
especialmente algumas frutas como abacate, banana, abacaxi,
pêssego, tomate, kiwi, castanhas e mamão
também podem apresentar alergia a produtos de
borracha natural de látex.
A alergia pode
ser provocada por contato direto com a pele ou por inalação
do seu pó. É muito importante que os profissionais
da saúde estejam atentos aos sintomas de alergia
como irritação da pele, inflamação,
irritação respiratória, irritação
nos olhos, asma e em casos muito raros choque. A determinação
e diagnóstico definitivo deve ser conduzido por
um médico, determinando o tipo de alergia e os
cuidados a serem tomados.
Medidas
de Prevenção:
• Reconheça
os sintomas de alergia nos profissionais e nos pacientes.
• Sempre que possível utilize luvas powder-free.
Não haverá pó com proteínas
livres que podem sensibilizar indivíduos susceptíveis.
• Elimine poeira de látex nos sistemas
de ventilação, onde o seu uso for freqüente,
trocando filtros e limpando dutos de ar condicionado.
• Quando usar luvas de látex, não
utilize cremes para mãos a não ser que
comprovadamente reduzam os problemas relacionados ao
látex.
• Utilize um sabonete líquido para lavagem
de mãos que contenha substâncias umectantes
além de pH compatível com a pele.
• Utilizar papel toalha de boa qualidade para
secar as mãos após lavagem.
• Se você desenvolver alergia ao látex
procure um médico com experiência no tratamento
de alergia ao látex.
Medidas no Caso de Diagnóstico
de Alergia ao Látex:
• Evite contato direto com
luvas de látex e outros produtos de borracha
natural, como por exemplo: diques de borracha para isolamento
absoluto em procedimentos odontológicos, preservativos
(camisinhas), etc.
• Evite áreas em que você possa inalar
pó proveniente de luvas utilizadas pó
outras pessoas.
• Relate sua alergia aos seus empregadores, familiares,
médicos, enfermeiras, dentistas e se você
freqüentar outro serviço onde luvas de borracha
ou derivados são utilizados, como clínicas
de estética, cabeleireiros, etc.
• Utilize um bracelete ou uma placa em um colar
informando a alergia.
• Anote na sua agenda junto com dados pessoais.
Se você quiser ver algum assunto relacionado a
luvas ou Biossegurança em Saúde, faça
a sua sugestão para as próximas matérias.
Liliana
Liliana Junqueira de P. Donatelli
Consultora de Biossegurança em Saúde
Bióloga CRB 18469/01-D
Mestranda em Saúde Coletiva FMB-UNESP
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